CONPLEI https://conplei.org.br Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas Wed, 02 Apr 2025 12:42:41 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://conplei.org.br/wp-content/uploads/2020/02/cropped-Logo-32x32.png CONPLEI https://conplei.org.br 32 32 Faça sua inscrição para o 9º Congresso Nacional https://conplei.org.br/9o-congresso-nacional/ Wed, 02 Apr 2025 12:32:43 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=308

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Carta de CONPLEI ao Presidente da FUNAI https://conplei.org.br/carta-de-conplei-ao-presidente-da-funai/ Mon, 01 Feb 2021 19:53:09 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=302 Leia mais...]]> Tornou-se público que Raoni Metuktire e Almir Suruí denunciaram o Presidente da República, o Sr. Jair Messias Bolsonaro, junto ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por suposto crime de ecocídio, genecídio, transferência forçada e perseguição contra povos indígenas. Essa representação de Raoní e Almir também se estendeu a outros órgão federais como IBAMA, ICMBio, FUNAI.

Leia a carta completa baixando o arquivo em PDF

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Destaques do livro ‘Introdução à Antropologia Missionária’ https://conplei.org.br/destaques-do-livro-introducao-a-antropologia-missionaria/ Fri, 28 Feb 2020 19:14:38 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=265 Leia mais...]]> Por: Cal Bianco – Teólogo e Missionário


Seguem aqui, algumas linhas sobre o livro de Ronaldo Lidório. O autor é pastor Presbiteriano com especialização em antropologia cultural e intercultural. Atuou, por 9 anos entre o povo Konkomba de Gana. Realizou a tradução do Novo Testamento para a língua Lomonkpeln. Coordena o Instituto Antropos que prepara pessoas para os campos missionários. Autor de mais 15 livros, dentre eles, Indígenas do Brasil, Konkombas, Plantando Igrejas e Liderança e integridade.

O livro, Introdução à Antropologia Missionária, está organizado em 17 capítulos e 5 apêndices, num total de 205 páginas. De leitura agradável, os primeiros capítulos tratam da correlação entre Antropologia e ações Missionárias, suas relações e influências.

Todos os capítulos são interessantes, pois traçam conceitos paralelos que pareciam antagônicos para mim, e creio que também seja assim para muitos.

Antagônico também é o entendimento de que as ações missionárias prejudicam a cultura do povo local. Essa fala, geralmente é utilizada por aqueles que não aceitam o trabalho missionário, mas apoia, incondicionalmente o antropológico.

O autor destaca missionários, professores que, ao longo dos anos, foram os precursores da Antropologia aplicada ao trabalho missionário como, Bárbara Burns, Frances Popovich, Isabel Murphy, Paul Freston e Rinaldo de Matos.

Caracteriza também a influência teórica de Émile Durkheim, com a publicação do livro As regras do método sociológico, e As formas elementares da vida religiosa, entre outros autores consagrados academicamente.

Destaco as palavras de Sérgio Paulo Rouanet, citado pelo autor:

“O homem não pode viver fora da cultura, mas ela não é seu destino, e sim um meio para sua liberdade. Levar a sério a cultura não significa sacralizá-la, e sim permitir que a exigência de problematização inerente à comunicação que se dá na cultura se desenvolva até o télos do descentramento”

No capítulo 12, o Pr. Ronaldo Lidório apresenta seu método de análise sociocultural denominado Antropos, o qual tem como base inicial o estudo de uma sociedade considerada em quatro dimensões: histórica, ética, étnica e fenomenológicaConheça mais visitando o site https://instituto.antropos.com.br/site/inicio/

No capítulo 15, Lidório, descreve sobre a compreensão dos ritos. Estes ritos são atividades que devem produzir um determinado efeito. Seja de purificação ou limpeza do corpo e ambiente, seja de renovação das forças que equilibram o universo. Segundo ele, os ritos possuem uma função essencial na vida e na organização da sociedade.

O autor, descreve sua experiência com o povo Konkombas, mas que me chamou a atenção foi:

“Nós, cristãos, temos expectativas quanto à conversão das pessoas, achando que deva ser imediata, pois em nossa cultura funciona assim. Em algumas culturas, no entanto, nas quais as mudanças se dão vagarosamente, quando pregamos o Evangelho, mensagem que certamente causa impacto e gera mudanças, cada um que se chega a Deus o faz dentro do seu formato cultural. Às vezes, uma conversão  se dá muito lentamente. Tendemos a pensar que se trata de fraqueza espiritual, porém muitas vezes, o que acontece é que o processo naquela cultura é naturalmente longo. Quanto maior a proposta de mudança, mais tempo deverá levar.” p. 111

No Brasil, somos imediatistas, queremos os resultados para ‘ontem’! Quando relatamos as ações do campo missionário, muitos tem dificuldades para entender seus resultados. Outros entendem que devemos apresentar apenas números. O Evangelho é sim uma grande mudança na vida das pessoas. Não é mágica e não é da noite para o dia que uma pessoa se converte. Pode acontecer de ser muito rápido? Claro! Mas não é regra para todas as pessoas.

No capítulo 16, o autor traz sua reflexão sobre o significado de TotemismoTotemismo é uma crença na qual se percebe que os homens e os elementos da natureza se relacionam de forma binária com base em semelhança na distribuição da força da vida. Seria, basicamente o que entendemos por ‘cosmovisão’.

No capítulo 17, que trata sobre a Evangelização contextualizada, o autor destaca que:

“Para avaliar a compreensão do Evangelho num contexto intercultural, há três principais questões que devemos responder perante um cenário em que a mensagem bíblica já tenha sido pregada: 1 – Os ouvintes percebem o Evangelho como uma mensagem relevante no universo em que vivem? 2 – Os ouvintes entendem os princípios bíblicos em relação à cosmovisão local? 3 – Os ouvintes aplicam os valores do Evangelho como respostas aos seus conflitos diários?” p. 129

Outro destaque que trago, nas próprias palavras do autor, está na página 131, que diz:

“Não interessa o que mais faça um missionário, ele precisa proclamar o Evangelho. Trabalho social, ministério holístico e compreensão cultural jamais substituem a clara comunicação do Evangelho nem justificam a presença da Igreja. O conteúdo do Evangelho explicado em qualquer ministério de plantio de igrejas deve incluir: 1) Deus, como criador e soberano (Ef. 1.3-6; 2) o pecado, como fonte de separação entre o homem e Deus (Ef. 2.5); 3) Jesus, sua cruz e sua ressurreição, como o plano histórico de Deus para a redenção do homem (Hb 1.1-4); 4) o Espírito Santo, como cumprimento da promessa e encarregado de conduzir a Igreja até o dia final.”

Ainda, sobre Evangelização contextualizada, Lidório traz um relato interessante da forma como o Apóstolo Paulo atuou na prática, na exposição do Evangelho em sua época. Apesar de ter sido chamado para atuar com os gentios (Gl 1.16) ele atuou com outros grupos e mostrou sabedoria em todos os contextos, sem prejudicar em nada a exposição da mensagem.

Em Atos 9.19-22 Paulo fala aos Judeus, em Damasco, apresentando Jesus como ‘o Filho de Deus’, o Cristo da promessa.

Em Atos 13.14-16 Paulo fala aos Judeus e gentios, simpatizantes com a fé Judaica. Iniciando, a partir do Êxodo e relembrando a história do povo de Deus.

Na terceira passagem, em Atos 17.16-31, Paulo proclama Cristo para os gentios que desconhecem as Escrituras, partindo do que era ‘conhecido’ por seus ouvintes, o “deus desconhecido”.

São através destas argumentações que o Pr. Ronaldo Lidório quer afirmar ao leitor que a Antropologia Missionária propõe uma abordagem com assuntos humanos e socioculturais com lentes teológicas, ou seja, a partir da compreensão de Deus, a apresentação do Evangelho sem prejudicar a cultura.

Não seria apenas a apresentação de um Deus ‘aceitável’ culturalmente, mas a exposição do Deus revelado no Evangelho que confronta a cultura, visto que também o homem, dentro da sua própria cultura, também foi, outrora, alcançado pelo pecado.

Nas últimas páginas, outra narrativa que destaco, é a argumentação de que não é a exposição do Evangelho que causa ou, pode causar, alguma transformação negativa, como afirmam alguns, mas sim a atuação política e social por parte do Estado, especificamente com a cultura indígena, no Brasil.

Na página 143, o autor destaca o seguinte conteúdo:

‘A dinâmica cultural é um dado fundamental para toda e qualquer sociedade e sinal de que a cultura está viva e gozando pela saúde. Isso nos faz pensar sobre a postura do mundo não indígena em relação ao indígena, concernente ao respeito às suas escolhas, decisões e questionamentos. Percebemos assim, que:

1.O universo indígena é heterogêneo, sendo formado por uma grande diversidade cultural e linguística. A realidade de um grupo indígena não é a realidade de todos, bem como sua jornada. O universo indígena é formado tanto por índios citadinos, semi-integrados ao ambiente não indígena, quanto por índios da floresta, que desejam manter distância, e, ainda, por um leque enorme de categorias entre esses dois pontos.

2. As principais forças de transformação cultural entre os grupos indígenas do Brasil são a sociedade não indígena e as políticas públicas governamentais. Enquanto a primeira produz um poder de atração de forma não planejada e informal, a segunda o faz por meio dos serviços que julga relevantes e necessários aos povos indígenas.

3. A cultura humana é dinâmica, provocando e sofrendo processos de mudanças. Seja por motivações internas ou a partir de trocas interculturais, cabe ao próprio grupo refletir sobre sua organização social, tabus e crenças. Cabe também ao próprio grupo promover, ou não, ajustes sociais que julguem de benefício humano.

Assim, nenhum elemento externo jamais deve ser imposto a uma cultura. Toda imposição pressupõe carência de respeito humano e cultural, além de grave erro na construção do diálogo.

Excelentes colocações e abordagens, com os quais encerro esses comentários, recomendando a leitura completa deste livro, considerando ser essencial para o trabalho em qualquer campo missionário.

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Vocacionados https://conplei.org.br/vocacionados/ Fri, 28 Feb 2020 18:59:26 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=258 Leia mais...]]>

O chamado para a missão é pessoal, intransferível e comunitário.

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A vocação de Deus é pessoal, intransferível, incontestável e comunitária. Pessoal, pois Ele chama pessoas e não coisas; gente e não instituições. E ao chamar Deus lança no coração de Seus filhos uma profunda convicção de propósito – a busca por estar no lugar certo, na hora certa e fazendo o que Ele deseja de nós a cada dia. Intransferível, pois o propósito de Deus é único e personalizado. Não podemos terceirizar aquilo que Ele põe em nossas mãos para ser feito. A vocação não é um projeto, mas um estilo de vida. Não se baseia em uma lista de tarefas, mas em um relacionamento único, pessoal e intransferível com o Pai.

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História da Missão entre os Povos Indígenas no Brasil https://conplei.org.br/historia-da-missao-entre-os-povos-indigenas-no-brasil/ Wed, 12 Feb 2020 12:02:29 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=170 Leia mais...]]> Por Ricardo Poquiviqui Terena ::

Essa pequena reflexão é para explorar o potencial que a Igreja Indígena tem e conseqüentemente unir todas as etnias, bem como os não índios e estrangeiros com o objetivo de alcançar mais patrícios que perecem sem a salvação através de Jesus. Segundo Souza, Ralph Winter sintetiza de maneira extraordinária, por meio de uma visão divida em períodos históricos, a caminhada evangélica em direção as missões modernas.

Segundo ele, o primeiro período foi voltado para as regiões litorâneas e teve inicio com William Carey em 1792. O segundo período foi voltado para as regiões interioranas e começou com Hudson Taylor em 1865. Já o terceiro período foi voltado para diferenças sócio-étnicas e iniciou-se com William Cameron Townsed (fundador da missão Wycliffe) e também com Donald McGavran por volta de 1934. Essa metodologia de Winter, e de maneira muito apropriada oferece diretrizes para uma síntese da caminhada evangélica em termos de missões indígenas no Brasil.

Aproveitando as características bem definidas de cada fase de nossa história missionária, definiremos as divisões dos períodos de “ONDAS”, como explica Isaac Souza no seu livro “de Todas as Tribos.”

A primeira Onda Missionária chamada de “Onda Estrangeira”, segundo Matos em seu artigo, destaca duas tentativas de evangelização aos indígenas: o primeiro culto evangélico em terras brasileiras deu-se a 10 de março de 1557, no Rio de Janeiro, como resultado da vinda dos huguenotes franceses para o Brasil. No domingo 21 de março do mesmo ano celebrou-se a primeira santa ceia. Mas, em janeiro de 1558, Nicolas Durand de Villegaignon, que havia convidado os huguenotes a virem ao país, expulsou-os daqui, estrangulando três deles. Jaques Le Balleur perpetuou o esforço ainda por dez anos, sendo então, enforcado por estar pregando entre o grupo indígena Tamoio.

O segundo esforço evangélico deu-se por meio dos holandeses no nordeste, de 1630 a 1654, quando acabaram expulsos pelos portugueses. Como não se conhece evangélicos indígenas resultantes dessas duas tentativas podemos dizer que elas foram completamente sufocadas. No entanto, foram os primeiros movimentos em direção à formação de uma onda missionária aos indígenas do Brasil.

Segundo Ralph D. Winter, após um longo período de tempo. Anos depois veio a South America Indian Mission (1913). É aí, sim, que a primeira onda se formou de maneira discreta, pois logo vieram também: Unevangelized Fields Mission (UFM em 1931), New Tribes Mission (l946), Wycliffe Bible Translators/Summer Institute of Linguistics – WBT/SIL (1956), entre outras.

Com um agrupamento desse porte, o pico da onda tornou-se reconhecível. Com a graça de Deus esses homens entenderam o chamado e deram suas vidas,  sacrificando suas famílias para trazer o evangelho ao Brasil. Depois daquela primeira tentativa que os missionários fizeram e que não deu certo entre 1630 a 1654, na evangelização dos indígenas, agora em 1912 oficialmente tiveram resultados com o povo Terena.

A segunda Onda Missionária – “Onda Nacional”, Souza relata que entre 1925 e 1926, o batista Zacarias Campelo iniciou trabalhos junto á comunidade Krahô, desenvolvendo atividades também entre os Xerentes, no atual Tocantins. Foi um trabalho pioneiro, visionário e desbravador, mas muito isolado e sem grandes influencias no movimento missionário; tanto que só agora, depois de mais de 65 anos, a Junta Batista de Missões Nacionais esta produzindo seu primeiro Novo Testamento aos Xerentes.

A missão Evangélica Caiuá veio logo depois, em agosto de 1928, com um excelente serviço, mas também sem profundas modificações no cenário geral de missões indígenas. Embora nenhuma dessas iniciativas se caracterize como onda missionária, todavia constituíram os primeiros esforços para delineá-la. O formato dessa onda, na verdade, emergiu de um conjunto lento, mas integrativo de fatores, tais como: Início de cursos específicos para o campo indígena, oferecidos por Novas Tribos (1956) e SIL (1959) com dados oficiais a partir de 1973 e a Inclusão de brasileiros no rol de membros das missões estrangeiras, levando a criar razões socionacionais.

Daí nasceu a Missão Novas Tribos do Brasil (1953); Missão Evangélica da Amazônia (MEVA) e Missão Cristã Evangélica do Brasil (MICEB – 1959) ambas no mesmo ramo da (UFM – Unevangelized Fields Mission – 1931). Inicio de curso de missões do seminário bíblico palavra da vida (Atibaia-SP), por Neil Hawkins, fundador da MEVA. Fundação de missões brasileiras, como a Missão Evangélica dos Índios do Brasil (MEIB) e a Associação Lingüística Evangélica Missionária (ALEM – agosto de 1982). Início de trabalho indígena por juntas denominacionais e jovens com uma missão (JOCUM).

A terceira Onda Missionária – “Onda Indígena”, Ao passo que a caminhada na busca por parceria com as igrejas, principalmente as nacionais, a onda missionária indígena tem sido forte, pois, com toda a limitação, já tem procurado atender outros povos de outras etnias graças a algumas igrejas indígenas e parceiros atuantes. Isaac Souza em sua pesquisa relata que a primeira instituição principalmente para o preparo de líderes indígenas evangélicos deu-se com a adaptação em 1980, do Instituto Bíblico Cades Barnéia, sob a direção da South America Indian Mission (SAIM), essa escola tem índios Terenas na direção.

O instituto pertence à primeira organização evangélica indígena (UNIEDAS – União das Igrejas Evangélicas da América do Sul). Nacionalizada em 02 de Abril de 1972, onde os missionários estrangeiros passaram o comando da missão para os próprios indígenas, numa visão fantástica e que no futuro seria a primeira missão autóctone que enviará missionários indígenas para os próprios povos indígenas do Brasil. Embora a ALEM esteja incluída na onda nacional, possui pelo menos um indígena como membro. O mesmo ocorre com a Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira. Em 1990, surgiu também a organização da tribo Tikuna do alto Solimões; a OMITTAS (Organização da Missão Indígena da Tribo Tikuna no Alto Solimões). Os Tikunas formam o maior grupo indígena em termos de população no Brasil. A Igreja indígena está em franco crescimento, e isto se deu a partir das relações inter-tribais locais, atuação missionária com ênfase no discipulado e treinamento indígena.

O registro linguístico, associado à produção de material para letramento indígena é outro vigoroso fruto das iniciativas missionárias que se envolvem, especialmente, com grupos que estão à margem do cuidado e interesse da sociedade. O que bem caracteriza essa terceira onda é a aproximação entre líderes evangélicos indígenas.

Hoje, as igrejas indígenas têm realizado o que chamamos de “Terceira Onda Missionária”. Elas têm contribuído para a evangelização entre os próprios parentes, graças ao esforço das ondas anteriores quanto ao exemplo deixado pelos primeiros missionários e suas missões que foram tão importantes nesse processo, o fato de algumas missões nacionalizarem, ou seja, passar o comando para os próprios indígenas.

Assim sendo, melhor é obedecer e cumprir a ordem deixada por Jesus Cristo para a sua igreja. É o que está faltando muitas vezes no meio evangélico: a cooperação, união, uma melhor estratégia de atuação missionária, para atender, dentro do país, as necessidades e carências do evangelho e também fora do Brasil. Nessa proposta de definir as ondas, temos uma ideia e um começo para poder organizar melhor o trabalho missionário indígena. Segundo Souza ele afirma que as missões indígenas também não são a “resposta” para as limitações das duas ondas, estrangeira e nacional. Obviamente, a solução é o próprio DEUS, mas pensando em termos de mobilização e esforço humano, acreditamos que nos aproximaremos acertadamente da resposta adequada quando conseguirmos com mútuo respeito conjugar as três ondas em uma única onda maior, uma vez que, cada uma tem sua parcela de colaboração.

Tudo deve partir de uma disposição em cumprir a palavra de Deus, obedecendo ao chamado e fazendo parte da grande comissão. É muito importante a interação das três ondas para o melhor avanço do evangelho entre os povos indígenas do Brasil.

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Bibliografia:
LIDÓRIO, R. Indígenas do Brasil. Viçosa – MG: Ultimato, 2005.
MANRIQUEZ, J. História das Missões. Dissertação de Mestrado, 4-7, 2004.
SOUZA, Isaac Costa de & Lidório, Ronaldo (Org). A questão indígena: Uma
luta desigual. Viçosa: Ultimato, 2008
SOUZA, I. C. De Todas as Tribos. Viçosa-MG: Ultimato, 2003.

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Caminhada do CONPLEI https://conplei.org.br/caminhada-do-conplei/ Mon, 10 Feb 2020 10:55:05 +0000 https://www.conplei.org.br/?p=1 Leia mais...]]> Nos últimos 15 anos testemunhamos um crescimento inédito em termos de evangelização aos povos indígenas no Brasil. Este avanço foi alavancado por vários movimentos missionários entre as agências que trabalham em muitos campos indígenas, sejam elas de acesso fácil ou não.

Mas com todo esse movimento queremos nesta oportunidade mencionar sobre a CAMINHADA DO CONPLEI, um movimento em particular que Deus tem levantando no Brasil, unindo tantas agências, organizações missionárias, igrejas, denominações e em especial unindo também mais de 97 etnias que fazem parte deste movimento e está influenciando outros por todo país e fora dele.

Muitos certamente já ouviram falar do CONPLEI, outros participaram dos congressos missionários promovidos pelo CONPLEI, entretanto, nem sempre houve um entendimento completo do movimento e de suas atividades.

O povo evangélico conhecia apenas dois movimentos missiológicos: a estrangeira e a nacional. Mas havia outro movimento a que estamos chamando de terceira onda missionária; “Onda Indígena” – índios evangelizando outros índios.

Nos últimos 20 anos para cá uma série de medidas vem restringindo cada vez mais as atividades do setor evangélico no Brasil, em especial em áreas indígenas.
Além disso, a articulação de intelectuais e estudiosos, com a repercussão na mídia, tem fomentado um sentimento hostil às organizações missionárias.

As dificuldades de acesso aos campos indígenas, os missionários não-indígenas (nacionais e estrangeiros), com a grande perseguição no final da década de 80 que as agências e organizações missionárias estavam passando e passam ate hoje e com as acusações de que estavam estragando a “cultura do Índio” houve a necessidade, de mais uma vez a voz ativa do índio se levanta.

E foi neste período que surge a ideia de que os próprios indígenas tornem-se um missionário para seu povo.

Assim as três ondas missionárias: estrangeira, nacional e indígena; chegariam juntas ao campo missionário com a força de um tsunami espiritual para que a mensagem salvífica do evangelho chegue até aqueles que vivem em lugares distantes e restritos ao acesso humano.

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